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e Commerce - e-Commerce: invista no desenvolvimento de uma loja virtual

e-Commerce: invista no desenvolvimento de uma loja virtual

PUBLICADO EM 23 de Janeiro de 2018

No primeiro semestre de 2017, foram realizados mais de 50 milhões de pedidos em lojas virtuais no Brasil, de acordo com o Relatório Webshoppers. Muito além de uma tendência, o e-Commerce representa um dos grandes setores da economia nacional: em 2016, o faturamento do comércio eletrônico foi de R$ 44,4 bilhões, com mais de 47,03 milhões de consumidores. Tais números evidenciam a necessidade de lojas físicas investirem no comércio virtual.

Mais do que criar um site ou uma página em redes sociais do negócio como estratégia de marketing e relacionamento com os clientes, uma empresa que busca se posicionar em um mercado cada vez mais digital, deve investir em uma loja virtual. A plataforma pode funcionar tanto como extensão de uma loja física, quanto atuar apenas no meio digital. Em ambas as situações, é necessário preparação, planejamento e organização para alcançar sucesso e o reconhecimento do mercado.

Alguns erros comuns ao abrir um e-Commerce são:

  • baixo conhecimento sobre lojas virtuais e o segmento que pretende atuar;
  • escolha errada da plataforma;
  • terceirização de funções gerenciais;
  • pouco domínio de estratégias de marketing.

O primeiro passo é escolher o público-alvo e o tipo de mercadoria que pretende vender. Grandes empresas de e-Commerce trabalham com várias modalidades de produtos, desde roupas, utensílios domésticos e dispositivos tecnológicos. Disputar com os gigantes do comércio eletrônico, vendendo inúmeros serviços, pode ser arriscado e irá exigir maior investimento em marketing e estratégias para atrair clientes.

As lojas digitais que atuam focadas em algum setor ou público específico têm mais chance de obter o reconhecimento do mercado. Pense em nichos e em quais produtos pode oferecer tanto por produção própria como artesanato e bijuterias, por exemplo, quanto por revenda de produtos de fornecedores locais. Lembre-se de calcular adequadamente o preço do produto, avaliando questões como frete e estoque de mercadoria. Entenda como o preço do produto fala muito sobre sua empresa.

 

Como abrir um e-Commerce: três passos para montar uma loja virtual

 

1. Registro, hospedagem e plataforma da empresa  

Ao definir qual segmento irá atuar (caso, a loja funcione apenas virtualmente), é importante que o empreendedor registre o negócio. Tal como uma loja física, o e-Commerce será tributado de acordo com as informações declaradas no contrato social e no regime adotado pelo negócio (Lucro Real, Lucro Presumido ou Simples Nacional). Os microempreendedores individuais também podem abrir um e-Commerce e nesse caso vão tributar pelo Simples Nacional. Saiba mais sobre as obrigações do MEI.

Além das questões contábeis para iniciar um e-Commerce profissional, é necessário registrar o endereço online da empresa e definir a plataforma em que ela irá funcionar. Para criar um domínio (por exemplo, www.querabrirumalojavirtualem2018.com.br), você deve acessar o site oficial do Registro Brasil e verificar a disponibilidade do nome. Com a escolha do endereço basta comprar o domínio pelo valor de R$ 40 (para domínios com.br), que deve ser renovado anualmente.

Após adquirir o endereço online do negócio, deve-se buscar um serviço para hospedar o site. A ideia é exatamente de uma empresa que recebe várias lojas digitais em uma plataforma online, dando manutenção e garantindo que os seus clientes tenham acesso rápido e com segurança. Por isso, é necessário escolher com atenção a empresa de hospedagem, principalmente em grandes negócios que exigem maior manutenção e proteção aos dados dos clientes.

Com o domínio e hospedagem definidos, o usuário deve escolher a plataforma em que serão disponibilizados os produtos para venda. Há três modalidades: alugada, própria ou Open Source. A diferença está no nível de personalização das páginas. Alguns elementos fundamentais em lojas virtuais, junto com a boa apresentação e descrição dos produtos, são:

  • sistemas de intermediação e integração de pagamentos;
  • cálculo de CEP;
  • ferramenta de busca;
  • cadastro de clientes;
  • adaptação mobile e design amigável;
  • opções de avaliação, comentários e indicação de mercadorias semelhantes,etc.

2. Organização e estoque

Com a estrutura digital do negócio definida, o empreendedor deve pensar em outros pontos como o sistema de entrega dos produtos e o armazenamento das mercadorias. Tais aspectos vão depender do tipo de serviços oferecidos, se roupas, livros ou grandes aparelhos domésticos como geladeiras ou automóveis. Assim, é necessário definir a logística para o envio dos produtos, bem como a organização e o controle de estoque. Fique atento aos prazos de entrega, bem como as embalagens de segurança utilizadas.

Lembre-se: tal como uma loja física, as lojas virtuais devem emitir nota fiscal que deve ser anexada aos produtos enviados. O mesmo vale para os microempreendedores individuais que utilizam transportadoras para a entrega de mercadorias.  

3. Divulgação da Marca

Com o e-Commerce no ar é hora de criar estratégias de divulgação da marca. Para empresas que têm a loja virtual como uma extensão do estabelecimento físico, pode-se criar promoções que possam interligar os serviços com cupons de descontos, banners e avisos do serviço digital.

As empresas que atuam apenas no comércio digital podem utilizar canais como as redes sociais para publicar propagandas e captar clientes. Contudo, não basta apenas divulgar as mercadorias na página da marca, é necessário trabalhar no relacionamento de cliente e na publicação de conteúdos relevantes para o público.

Formação e capacitação de empreendedores digitais

 

Como deu para perceber, criar um comércio online é tão trabalhoso quanto abrir uma loja física e, por isso, é fundamental buscar cursos e leituras sobre vendas, finanças e gestão. No nosso Portal de Atendimento, oferecemos diversos materiais gratuitos, como:

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